drakemberg

A visão longinqua daquela muralha, que corre de norte para sul ao longo da Africa austral,e à  qual nunca cheguei.ficou-me a recordação.assemelha-se,À  escarpa da chela,Angola,que tem a seus pés o deserto da namibia, que contempla, há¡ milhões de anos numa estenção de cerca de 150 kilometros.

terça-feira, abril 24, 2018


Retails
Wait there! Hatred and death will return in the form of elimination! Hold on! Should man kill and die? "Shelley"
The world is tired of the past!
Oh! May I die, or may I rest!
To my father fate had spoken! It depended once more
a jerk of the Devil!
My father, stung by remorse for having sent to Angola, two children broke the seal of his jail and put an end to his life
Do not you feel the breath of Santanás around the world? Look! He walks around
The fruit as the nations rot from the inside out!
Hell for the poor is in this world, Heaven is for others!
In the Universe there are two forces in permanent opposition! Attraction and Repulsion
The same is true of the human soul between Good and Evil!
                                                         () () () ()
The order to dissolve you comes from above, see you! That even the water
who hardened within you, opposing gravity, forsakes thee! BAD
Are there two worlds in the same space? Those who walk vertically and
which are horizontal. This is the living on top and the dead on the bottom!
All living beings without exception age due to radioactivity
and the gravity that surrounds them from the moment they are born!
I laugh at you Mother Nature of the imitation of you painters, sculptors and poets!
Intensive course only for diplomats! Accessible to small IQ
unbutton and button the coat button when exiting or entering the car
Speak louder who in the pulpit speaks!

sábado, março 24, 2018

Portugal e as suas contradições



                       To all the newspapers of Portugal, to all the televisions and even to the church that 42 years ago you live dazzled by the beating of the boots carded on the sidewalk to the sound, of "Grândola Vila Morena"! Wake up! Remember that many of your fellow citizens have since been buried in the catacombs of oblivion with your permission! And where still today they are due to a criminal silence and punishable by heavier premeditated. I am referring to the Portuguese workers of the colonial empire. "The so-called returnees"

terça-feira, julho 04, 2017

A Tourada

         Estes eram os amigos que, arranjara segundo a roda das probabilidades do destino. E, a minha vida, rodou com a deles e a deles com a minha numa simbiose. Era o tempo, da descontração e da irresponsabilidade rodando lado a lado. Quando juntos, se um dizia mata, os outros diziam esfola, e para reforçar o que digo, vou contar uma história que, ainda hoje me faz saltar gargalhadas bem estridentes. Corria o ano de mil novecentos e cinquenta e seis. Um dia, estavamos a malta todos reunidos no Gelo e há um que salta com esta? E se a malta realizasse uma tourada! Os outros riram-se numa espécie de gozo. Parecia uma proposta sem cabimento, mas enganas-te! Pois no ano anterior, tinham estado em Luanda, toiros e toureiros para a realização de corridas na praça de Luanda, ali mesmo à estrada de Catete. Após um tempo de reflecção; todos responderam; e à uma perguntaram estamos à espera de quê! A partir daquele dia, não se falava de outro assunto e a coisa começou a tomar forma. Primeiro lentamente, depois num crescendo. O primeiro empurrão, foi dado pelo amigo Araújo, como era ele que, compunha as chapas para a feitura do Diário de Luanda, ele próprio garantiu ali mesmo a publicidade da mesma. Vencida a força da inércia, galopou-se por ali acima até à realização da corrida. Acho um feito extraordinário, pela simples razão de, à partida nenhum de nós ter dinheiro, nem para pensar, quanto mais realizá-la, éramos todos uns tesos. Mas realizou-se! A que preço? Vamos ver. Segundo empurrão, o Peralta, como tinha aquela voz de falsete tão comum nos cantores líricos, pois essa característica serviu-lhe às mil maravilhas para, de mansinho, dar a volta ao padre Pereira administrador duma rádio local, venceu-nos praticamente todos os obstáculos de cariz burocrático. Autorização da Câmara Municipal, da Inspeção de Espetáculos e das Obras Públicas para a autorização. O grupo sabia exatamente que, no ano anterior estiveram em Luanda dois toureiros que, na altura estavam no Top, eram eles, o Manuel dos Santos e o Diamantino Viseu, Sabíamos exatamente onde os touros se encontravam. Estes que, ao contrário dos outros costumam ser abatidos após as lides, foram comprados por um criador de gado que, tinha uma fazenda em Caquila para os lados de Calumbo para cobrição? Era o dono duma grande padaria, que dava pelo nome de Lafões muito conhecida ao tempo em Luanda. Depois de conversações com ele, concedeu os touros para a dita corrida. Este facto causou grande animação entre a malta que, bebeu uns copos para comemorar. Foi de facto um grande pontapé de saída. E tão bom foi, que o Araújo fez para impressão no Diário de Luanda, o primeiro anúncio referente à dita corrida, o que deu origem a que, o assunto que estava em privado, na posse de meia dúzia de amigos, passou para rua e o assunto começou a ser badalado em toda a Luanda, num crescendo que não mais abrandou. A inspeção dos espetáculos, já tinha dado autorização provisória. As Obras Públicas exigiam uma carga nas bancadas, para as poder testar. Este pormenor, foi um contratempo, mas  durou pouco. O suficiente para o Peralta com a tal vozinha de falsete contatar, com a cimenteira e que foi positivo, tornou possível, levá-los a disponibilizarem a tonelagem de sacos necessária, para testar as ditas bancadas, a mão de obra fomos nós. Assente nas OP o dia da inspeção, foi complicado e Foi um dia de trabalho intenso. Com a praça aprovada, foi um corrupio até à data da sua apresentação. A publicidade pelas ruas de Luanda, começou principalmente às horas de ponta, com posters e musica. O Diário de Luanda com as suas caixas, os treinos com o carrinho simulador do touro eram constantes. O António, o Dinares eram os toureiros oficiais da corrida. Isto é os cabeças de cartaz eram uns amadores, mas o gosto estava-lhe bem entranhado no sangue, pele sua origem no Ribatejo. O António antes da tourada sonhava! Hei-de levantar aquela praça, ou será um fiasco, e para tal vou começar com uma torneada tipo chcuelina de joelhos, que vai ficar na memória. O Dinares dizia o mesmo! Andaram empolgados até à data da mesma. Eu era um peão tipo de brega mas para ser franco não percebia patavina de termos tauromáquicos. E depois  os meios que via no terreno, me ultrapassavam éramos todos uns tesos E eu me admirava de todo aquele aparato! Tinha vinte anos, estava bem embrenhado no êxito da coisa. E já que chegara até aqui não era homem pra desistir agora. Coube-me, ir com mais dois a Caquila nas vésperas da tourada buscar os touros. Eram seis que, foram metidos nos currais da praça. Por conversa dos irmãos Peres apercebi-me que havia, qualquer coisa que não jogava bem. Mas, como era amigo deles, nem sequer pensei em traí-los, acompanhei-os até ao fim. Apercebi-me também que, dos entusiastas iniciais, alguns, ficaram pelo caminho, no grupo e na parte final, estavam só, os ferrenhos os aficionados, e assim correu tudo até ao dia da tourada. No dia da grande festa, o povo começou a chegar e a entrar, a moldura se foi compondo, A polícia que, como é praxe em todos estes espetáculos lá estava, como manda a lei. De vez em quando, alguém ligado às bilheteiras pedia a este ou àquele para guardar dinheiro, dezassete contos da primeira vez, e mais doze da segunda, foram as importâncias das quais fui fiel depositário até ao fim da corrida. Acentuavam que, era para não estar tanto dinheiro nas bilheteiras. E a praça encheu! Dera de receita, à volta de cento e cinquenta  contos, contas feitas antes. A tourada começou com aquele toque de clarim tão tradicional neste tipo de eventos, e o primeiro toiro saiu! Saiu e empolgou o público. O António entrou e tal como tinha prometido, começou a andar com aquele andar enviesado e gingão tão característico dos toureiros e dizia! Toiro é toiro, e repetia, toiro é toiro, cabrão e tanto chamou nomes ao animal que, este furioso, lhe fez a vontade e veio. Baixou os cornos e o rapaz ali á sua frente, de joelhos como prometera, naquele momento reconheci ao António um alto grau de coragem. Mas as coisas, se precipitaram e o António, nem tempo teve de se levantar, pois o touro lhe fez esse favor. Correu para ele de cabeça baixa, e lhe enfiou um corno não sei como, pois as calças de toureiro são bem curtas e justas como sabeis, o corno entra-lhe pela perneira do lado direito, o Peres coitado, sem saber como, é elevado a uma altura de dois metros, rebolando no ar como se fosse um brinquedo com o qual o toiro se dava ao luxo de brincar. De repente, baixou a cabeça com o António pendurado pela dita perneira, e sacudiu-o violentamente contra o solo, os capeadores se aproximaram tentando captar a atenção do quadrupede, afim deste, largar o António o que aconteceu. Coitado do António, ficou muito combalido. Mas pensas que se deu por vencido? Nem pensar. E no meio da arena, branco como a cal, incitou o toiro novamente! Ele novamente lhe fez a vontade! E avançou violento. O António já sem a perneira das calças aguardou o toiro com aquele trejeito tão característico nos toureiros cabeça baixa, compenetrado e centésimos de segundos antes do embate com o toiro o António fez uma torneada ao longo do corpo do animal, saindo de seguida com aquele ar esticado e estriado de desprezo para com o quadrúpede que, a poucos metros, olhava para ele, incrédulo, mas sem poder de reação. Que linda Verónica, foi aqui que o António arrancou daquele público que parecia de pedra uma reação e foi amplamente aplaudido. Bem o mereceu, continuou na lide fazendo ainda lanços, de bom recorte até ao fim da sua faena. Seguiu-se-lhe o Dinares que no primeiro embate com bicho levou tal porrada que quase desmaiou. Mas tal como o Lena, continuou e brilhou com uma série de passes de boa feitura, seguiu-se uma pega de caras capitaneada pelo Cois bem sucedida. Aqui foi convidado um espectador para uma pega. Mas apareceram muitos, tanto que à conta disso se consumiu largo tempo. Foi neste lapso de tempo que, estranhas movimentações nos bastidores se tornaram claras, um dos irmãos Lenas se aproximou e me pediu o dinheiro que, previamente me fora confiado, vinte e nove contos que passei para as suas mãos. De repente se instalou a confusão, pois a toirada deixou de ter seguimento, todos olhavam uns para os outros, sem saber o que estava a acontecer, foi o caos, e dele cada um se livrou á sua maneira. Foi a última leviandade da minha juventude! Nos dias que se seguiram, apurei que dos irmãos Lenas nem sombras. Eclipsaram-se desde aquele dia à noite, diz-me o Amorim dono da pensão onde todos estávamos hospedados? Soares o Lena pagou-lhe três mesadas! E o Amorim recebeu? Disse-lhe? Amorim, ainda vamos ter problemas. A realização do evento, devia de ter arrastado o envolvimento de muito capital, se de nós ninguém tinha tais importâncias alguém as pusera em jogo por nós, por isso estavam problemas em suspenso. De todos os que se reuniam no gelo, onde tudo se organizara, foram todos chamados à polícia. Ameaçaram de expulsão os implicados. Que pena não os terem expulsado a todos. A mim, ter-me-iam poupado aos horrores a que assisti, e dos quais escapei, ainda hoje não sabendo muito bem como. Mas rapidamente chegaram à conclusão que, a haver premeditação no ato, o fora por aqueles que, abandonaram Luanda providos das importâncias apuradas. Naquele tempo, cento e cinquenta e tal contos era mesmo muito dinheiro. Quando dois meses depois apareceram em Luanda, foram de facto presos e expulsos da colónia. Nunca mais os vi. Depois desta cena assentei! E durante dois anos, o dever cívico me chamou, e fui servir o estado para a Escola de Quadros do Exercito no Huambo

terça-feira, abril 18, 2017

A luta continua a vitória é certa

Dou grande valor ao rei de Portugal Don João I dado no seu tempo colocar Portugal em paralelo com as Monarquias mais ricas da Europa. Pois como elas deu início há formação de um grande império! Mas a que preço. Vinha do tempo da Era dos Imperadores romanos e era por esse princípio que o mundo se regia. E a lei era terra conquistada era propriedade do conquistador. Se leres isto vou voltar.

sábado, março 18, 2017

sexta-feira, outubro 07, 2016

42 anos é muito tempo

Luto há 42 anos para ser ressarcido do que perdi! O governo português é surdo e mudo. Até quando meu Deus.

quarta-feira, maio 18, 2016

A luta continua e a vitória é certa

É curioso como Passados 40 anos as pessoas que de cá nunca saíram ainda estão de carranca afivelada e continuam a chamarem todo o tipo de nomes aos desgraçado. Nós que fomos para lá trabalhar como os nossos compatriotas que foram para Alemanha, França, Canadá etc etc. Esses são glorificados dizem-no as entidades deste país quando a eles se dirigem. São bons trabalhadores respeitadores das leis desses países etc. Mas há uma casta de portugueses talvez degenerados por alguma doença genética da raça Lusitana! Por falar nisso viva a Lusitânia. São os chamados retornados os malandros que andaram a explorar os pretos a rouba-los? Em 24 anos de presença no território pelo natal quando queria mandar para meu pai míseros 500 escudo sempre o Fundo Cambial de Angola indeferia o pedido! Desisti! Como acabei de explicar muito mas muito resumidamente! Ora se eu fui ladrão dos naturais nos 24 anos de presença no território. Que terá de se dizer de Portugal como Nação que por lá andou 500 anos. Eu simplesmente fui um guardião do teu querido império Portugal, para que os portugueses que de cá nunca saíram vivessem à fartazana e pagam-nos nesta moeda tenham dó. Querem exemplos? Do império viram especiarias de toda a ordem, madeiras caríssimas ao preço da chuva; Sândalo pau-ferro mussibe café Robusta e Arábica durante centenas de anos de Minérios nem me arrisco a enumera-los dado a quantidade e variedade até chegar ao topo, diamantes, e ouro o Banco de Portugal abarrotava com 1200 T no 25 cá dele. E para terminar a história de Portugal foi ao Império buscar o brilho, Vejam só que Don João V com tanta riqueza montou uma embaixada a Roma que escandalizou a Europa do Luízes e quejandos, dada a exiguidade do nosso território. Vocês ainda são mais ingénuos quando é o nosso herói nacional Luiz de Camões que o enaltece, tenham dó, meus compatriotas. E dou-vos um conselho. Utilizem aquilo que a Democracia vos dá tão generosamente que é o vosso direito de cidadania e lutem para que em Portugal do Abril que tanto amais não haja nenhum cidadão descriminado nem roubado de seus bens sejam quais forem as razões e ainda muito menos do Império pois apesar de todos os erros que evocais deixamos obra valorosa. Nunca nenhum colonizador fez semelhante diversidade em território alheio ao seu. Foi Portugal que levou para as colónias a Mandioca o milho consumidos fortemente pelos Índios da Amazónia Essa planta alimenta actualmente grande Parte de África eu próprio a consumo regularmente. Deixamos lá a língua portuguesa para que todos se compreendam do Rio-Congo ao Cunene. Achais que merecemos o Vº escarneo e desprezo mas estais enganados Vós é que andais enganados desde o PREC, e parece que gostais pois os retornados serviram desde essa altura para justificar todas as asneiras destes 40 anos.

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Uma viragem para a actualidade



              Se estiveste na África portuguesa, que é feiro de ti? Apelo àqueles que foram trabalhadores por conta de outrem, como eu os da Diáspora. Ora se eu vim de lá com uma mão atrás e outra à frente, e até hoje nicles! Olha para, o que fazem os lesados do BES! Ora tu tens mais de milhentas razões, e vais ficar quedo. Nunca é tarde! junta-te a mim e já seremos dois. Bruxelas será o nosso destino! Reivindica e serás atendido. Se a montanha não veio a ti vai tu à montanha. E fixa-te nisto? A luta continua, e a vitória é Certa. Sim eu sei! Já passaram 40 anos. Mas repara: a Alemanha 70 anos depois ainda disponibiliza verbas do seu Orçamento de Estado para os judeus que lesou. A História de uma nação leva gerações, para ser escrita! Tu que estás ainda vivo, queres que a escrevam com essa injustiça nela implantada? Meu amigo nestes 40 anos viste algum jornal português acenar esse estandarte! Alguma Televisão dissertar sobre isso?

segunda-feira, agosto 03, 2015

O paradoxo

sábado, maio 02, 2015

ria formosa durante um cafézinho.wmv

quinta-feira, novembro 20, 2014

Eu eo Império Colonial Português

quarta-feira, novembro 19, 2014

Eu e o Império Colonial Português


          Quando em mil novecentos e quarenta e nove, Começaram a soprar as brisas dos ventos da história, o Líder da revolução cultural na China alertou o mundo para a profecia que ditou! Levantem-se, povos oprimidos de todo o mundo contra o domínio colonial. Dizia ele, a China acordou do seu sono letárgico de milhares de anos e com isso uma onda de libertação varrerá todo o planeta. E foi verdade! Uma onda de libertação varreu toda a África, América Latina, do Sul Asia etc. Durante este tempo Portugal não só se manteve alheio às mudanças como acirrou o seu poder em todo o seu império colonial. Uma das medidas do Dr. Salazar para mim infelizmente a mais garbosa aliciou as famílias numerosas e pobres a mandarem para lá os filhos o estado pagava as passagens e lá chegados de imediato abandonados à sua sorte. Eu o oitavo e meu irmão o sétimo lá fomos parar eu com apenas dezoito anos. Arranjei emprego numa casa representante para a África dos carros Chevrolet Pontiac Cadilac etc. Mas vendia todo o tipo de mercadoria desde tratores allis-chalmersa a medicamentos, passando por motas BSA, bicicletas BSA e máquinas de costura Sigma. Ganhava cinquenta escudos só dias úteis, não havia subsídio de férias, natal, ou mesmo férias nada 50# limpinhos. Morava na Vila Clotilde junto à Liga Nacional Africana ao café do Carvalho e ao GD da vila Clotilde davam lá boas cowoiadas. O itinerário de e para lá era feito a pé quatro vezes por dia o que dava 20 Quilómetros por dia. Mas também foi nesse junho de 1954 que dei início ao período mais feliz da minha vida apesar de quase nem ganhar para comer. Se leste e gostaste voltarei

segunda-feira, março 03, 2014

Transição do precolonial para o pósindependência

sábado, abril 06, 2013

Moçâmedes: registos e factos: O farol da Ponta Albina albergava um hóspede de peso

Moçâmedes: registos e factos: O farol da Ponta Albina albergava um hóspede de peso

terça-feira, setembro 25, 2012

BRAVOS "RETORNADOS", ESPOLIADOS, DESLOCADOS...: Espoliados do Ultramar acusam: «Os políticos andam a trair-nos desde 1975»

BRAVOS "RETORNADOS", ESPOLIADOS, DESLOCADOS...: Espoliados do Ultramar acusam: «Os políticos andam a trair-nos desde 1975»

domingo, maio 20, 2012

Ebook saca

drakemberg:

A Joia da Coroa de Portugal

A Serra de AIRE por Horisonte

quinta-feira, dezembro 15, 2011

drakemberg:

As Belas Nativas

drakemberg: <H3>As Belas Nativas</H3>

quinta-feira, julho 16, 2009

O Pinto e eu a cada um seu contratempo

Vou aqui narrar como a vida de uma pessoa pode ficar em suspenso por minutos. Fins de Setembro de 1975. A escasso mês e meio da independência de Angola. Tinha saído do serviço da cervejeira onde trabalhava do turno das OOHO5 ás 13HOO! O Prado Pain cidadão angolano, indivíduo culto, bem mais do que eu, pois tinha o curso dos liceus dirigiu-se-me! Em conversas abertas com ele sabia que, o Pinto da LAL, como era conhecido em toda Luanda, se tinha ido embora para Portugal.A casa dele estava agora abandonada e com as chaves na porta na rua das Beiras nº 72. Em conversas anteriores ele me demandara se ele deixara lá alguma estante? Ao que eu lhe respondera que tinha estante e das boas e até tinha umas colecções de livros, demandou-me se lha queria vender? Respondi-lhe; Pain aquilo não é meu é do primeiro angolano que tomar conta da casa por isso por mim, podes lá ir buscar a estante quando quiseres e o que quiseres anui! Naquela situação eu ficara como que uma espécie de procurador.Pediu-me para ir com ele ao que eu acedi. E lá nos metemos no carro dele pusemo-nos a caminho. Logo que desembocámos na rua de Francisco Newton começamos a descer a via até á passagem de nível duzentos metros abaixo. Aqui o Pain me pôs uma questão? Questão essa, fora dos meus hábitos pelo à vontade com que, ainda circulava por Luanda, prudente mas à vontade. A pergunta resumia-se ao seguinte: Soares quer ir pela Avenida do Brasil, ou por aqui pela estação do Musseque! A pergunta para mim era óbvia. Pela avenida do Brasil deviam de ser uns oito quilómetros, por aqui pelo lado do bairro Precol talvez nem um quilómetro.A pergunta para ele fazia todo o sentido pois naquela data já nenhum branco se aventurava por ali!Ele me pusera a pergunta, por uma questão de segurança para mim. Eu por uma questão de lhe dar a entender que com ele não temia o que, era suposto temer,já que, a zona do rangel naquela área, estava em polvorosa. Pain vamos por aqui que é mais perto e contigo não tenho nada a temer. Ele percebeu o alcance psicológico do que eu dizia e lá seguimos. Logo que, chegámos á entrada do bairro, bem junto ao largo de terra batida da estação do Musseque recatada visualmente, uma patrulha fortemente armada e postada á entrada do bairro. O Pain só me disse em surdina Soares calma, eu olhei para ele; o rapaz era dum tom preto retinto, do tipo Cabinda mas tinha ganho nuances de quem tinha entrado em pânico. Num branco nestes casos é a palidez cadavérica que de si toma rosto, quando a patrulha nos mandou parar e pelo tom de voz do cubano, notei de imediato um gelo a percorrer-me toda a extensão espinha dorsal, sinal seguro de que também tinha entrado em pânico. O caso não era para menos, pois o soldado cubano que me interpelara, parecia uma árvore de natal, tal era a profusão de artefactos bélicos que, de cima abaixo o enfeitava. O ar quente do clima sentia-o agora gelado e o coração me batia com pancadas fortes e secas e ligeiramente acelerado, sentia-o nas têmporas. Devia estar branco como a cal. O soldado cubano, pois já eram eles que faziam o controle; em tom muito violento disse sai do carro imediatamente, filho da puta saí! À saída de Cuba para Angola deviam vir mentalizados que iam lidar com criaturas terríficas, Com a mesma violência verbal carregou: mãos em cima da cabeça, ao que anui de imediato, ainda tentei aquele lance do V da vitoria com os dedos acompanhado de um olá camarada que, usei com êxito muitas vezes mas agora jogavam-se já cartadas definitivas, onde eu já não tinha lugar, e nem era visto nem lembrado. notei pois que desta vez não resultou. O cubano devia de estar há dias em Angola, pois estava em marcha uma ponte aérea de Havana Para Luanda, ainda tentei falar, mandou-me calar de imediato, acto continuo Levantou o pé direito para trás como se estivesse para marcar um penalty futebolístico e fazia arremessos com o pé para a frente como se me fosse pontapear, isto para mim durou uma eternidade pois o gesto era acompanhado por estas palavras estás a olhar assim para mim seu filho da puta, ainda pronunciei mas já sem esperança nenhuma, O camarada Lopo do Nascimento, fiquei-me por ali pois o tom violento era a constante. Estava pois suspenso do destino! Quase que não ouvi o Paín que em pânico dizia ao cubano: camarada não faz mal ao homem ouviste onde está o comandante da patrulha quero falar com ele, o cubano indagou quem és tu, o Paín returcou sou o camarada Prado Paín da delegação do Marçal,do MPLA! O cubano anuiu; começou ali uma lenga lenga em Kimbundo entre o Pain e comandante da patrulha que se tinha aproximado. Estes segundos me pareceram horas, meu cérebro voou para além do tempo via-me já na Dona Amália de onde não mais sairia, ou dali para a praça de touros onde seria executado. Era o que se constava em Luanda desde Junho de 1975. Instalou-se uma acalmia, o ambiente estava de cortar á faca dezenas e dezenas de miúdos e graúdos preenchiam o vasto largo da estação olhavam para mim eu era o centro era como se estivessem á espera de alguma ordem. Eu que conhecia bem a convulsão que estava em marcha, sabia que se fosse alvo de um murro ou coisa assim era o fim. Fazia lembrar aqueles filmes de cowboys quando o artista preso ao pau no meio da aldeia espera o escalpe dos índios. Mas felizmente nada disso aconteceu. O cubano voltou á carga mas para indagar como é que eu conhecia o camarada Lopo do Nascimento, respondi que era da Empresa de cerveja onde ele era um alto quadro superior, foi assim que eu falei,e ainda juntei que era um subalterno dele, Falou para além, talvez para o comandante da patrulha. Segundos volvidos me disse desta vez já apaziguador, pronto camarada descontrai que está tudo bem. A sensação que senti seria a mesma que um balão de ar quando picado, e senti toda aquela energia negativa que se tinha apoderado de mim a volver em forma de tranquilidade e sossego, ainda disse coisitas sem nexo. O cubano disse podem seguir camaradas! Eu e o Pain entrámos no carro neste momento um nervosismo tomara conta do Pain, pois o carro não pegara, eu só lhe dissera de surdina embora Pain então! O carro não pegou á primeira nem á segunda vez, pareciam horas mas lá pegou mal á terceira vez, até deu raters, mas enfim lá começou a andar no meu íntimo ainda esperei pela rajada de metralhadora! Caso acontecesse não era uma situação virgem, mas Deus passara por ali naquele momento. Chegados á rua das Beiras o Pain viu tudo, indagou-me se eu não queria dinheiro ao que respondi; Pain se quiser levar tudo pode levar. Diz que me ia pôr na Alameda e que ia a casa e depois mais tarde lá ia buscar buscar as coisas. No dia seguinte na empresa em conversa sobre o assunto comigo, ainda me disse Soares eu fiquei com mais medo do que tu! Então porquê Pain? Eu tremia quando eles disseram para abrir a mala do carro e começaram a revistar tudo, mas esse medo não residia no meu carro, mas sim quando ele começou a abrir o teu saco, já viste se calhas a ter lá propaganda política da FNLA ou da UNITA. Paín o Soares não guarda dessas coisas; ainda bem senão você e eu não saiamos vivos dali.
Esta foi a última vez, não mais meti o pé na argola.